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  História


História de Arceburgo-MG

HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE ARCEBURGO

O povoamento inicial do Município de Arceburgo, como é denominado hoje, ocorreu nas últimas décadas do século XIX, quando as minas de ouro do sul de Minas já se encontravam em exaustão. De acordo com Helena Campos e Ricardo Faria (2.005), a idéia de que o século XIX é marcado pela decadência das minas de ouro, pode ser defendida. A decadência da mineração proporcionou a exploração e à ocupação de regiões do território mineiro, que ainda não tinham sido povoadas, favorecendo assim, a diversidade das atividades econômicas do período. Segundo os autores da obra “História de Minas Gerais”, esse novo foco de povoamento se deu em função de uma economia agropecuária direcionada para o mercado do Rio de Janeiro e para o abastecimento interno da província. Em meados do século XIX, “a agricultura superou a pecuária e confirmou-se como a principal atividade econômica dos mineiros, apesar de ser praticamente, uma continuidade daquela praticada na capitania, na qual o milho, o café, o fumo, a cana, a mandioca, o algodão, o arroz e o feijão ocupavam lugar de destaque. Produzindo excedentes que eram exportados, tais culturas abasteceram o mercado mineiro e permitiram o desenvolvimento de uma indústria de beneficiamento, cujos produtos – aguardente, rapadura, farinhas, tecido – também eram vendidos além das fronteiras provinciais. Em menor escala eram cultivados uva, chá, trigo, cevada, centeio e linho”. (CAMPOS, FARIA; 2.005, p. 106). Dentre os produtos agrícolas, o que teve maior destaque foi o café, que no século XIX era responsável por mais da metade das exportações da província. O café, que era cultivado em grande escala no Vale do Paraíba, ocupou primeiramente a Zona da Mata e posteriormente, o Sul de Minas Gerais. Grandes fazendas cafeeiras foram construídas a partir do desmatamento de vastos territórios cobertos de mata atlântica. Foi nesse cenário que a região de São João da Fortaleza, atualmente conhecida como Arceburgo, foi povoada. O desenvolvimento da cafeicultura no local denominado “Sertões do Jacuhy” gerou a formação de fazendas e conseqüentemente a instalação de povoados. Em meados do século XIX, esta região era utilizada para assentamento de ranchos de tropeiros, que conduziam tropas de boi, cavalos e mulas da Província de Minas Gerais para a de São Paulo. Um dos pousos de tropeiros era o de Manoel Conceição da Silva, construído próximo ao local onde David Longo, mais tarde construiu seu hotel.
Roberto Capri, um dos primeiros, senão o primeiro a escrever algumas notas sobre as origens de Arceburgo, em sua obra “O Estado de Minas Gerais”, editada em 1.918, que trás dados históricos e geográficos dos municípios mineiros, assim escreveu a cerca da então “Villa Arceburgo”: “... O doador do patrimônio da sede do districto foi o sr. Major Candido Dias. Em 1.814 S. João da Fortaleza era um rancho para tropeiros que demandavam o Estado de S. Paulo, transportando mercadorias para diversas localidades desse Estado, e principalmente para Mococa.” Logo mais, Roberto Capri, nos diz textualmente: “... Quem conheceu Arceburgo em 1.874, fica deslumbrado ante o seu maravilhoso desenvolvimento, devido aos esforços e aos ideaes de seus habitantes e de seus filhos, destacando-se entre esses o Cel. Candido de Souza Dias, cuja saudosa memória vive abençoada na alma popular de todo Arceburguense, pelos relevantes serviços por elle prestado ao Município, e que sempre o engrandeceram”.
Cândido de Souza Dias diante das dificuldades de transportar o café para a Estação Ferroviária “Canoas”, São Paulo, que havia sido inaugurada em 15 de Abril de 1.891, resolveu fundar um povoado próximo de suas propriedades agrícolas. O espírito pioneiro e realizador de Cândido de Souza Dias viu promissor futuro na exuberância das matas que ladeavam os antigos caminhos de tropas e carros de bois que varavam estas terras em demanda das pontas dos trilhos da Mogiana, para aí deixarem os produtos naturais de larga faixa das Minas Gerais e daí trazerem os produtos manufaturados, na troca incessante que fazem os povos em todas as épocas. Aí pelo último quartel do século passado veio o Candinho Major – apelido que o povo passou a dar a Cândido de Souza Dias – e parece que seu irmão, José Custódio Dias já estava estabelecido nas terras da Fazenda Vargem Grande, e começa então a história deste torrão mineiro. Começou o desbravamento. Os seculares jequitibás e seus companheiros da floresta virgem senhores até então, tombaram ante o machado impiedoso dos derrubadores e deram lugar a vicejantes cafezais, principal riqueza futura da povoação que iria surgir plantados pelo Major e pelos que vieram à sua esteira estabelecendo novas fazendas nas duras lidas da agricultura. Prova disso é o número de cafeicultores que havia no então Município de Monte Santo, no ano de 1.892, nas terras que seriam mais tarde pertencentes a São João da Fortaleza, assentados em suas respectivas fazendas: Macahúbas – Joaquim Pereira Filho; Emerenciano Antônio Pereira; Dona Veridiana; João Pereira; José Soares Nogueira e Eugênio Corrêa Affonso. Canoas – Capitão Jeremias José Barboza; Doutor Aristides da Silveira Lobo Sobrinho; Antônio Borges de Lima e Capitão Luiz José de Souza Penna. Vargem Grande – José Custódio Dias e Cândido de Souza Dias. Taquaral – Francisco Antônio de Oliveira; Francisco Pereira da Cruz; José Maria de Souza; Adriano José d’Assumpção; Antônio Félix Ferreira; João Francisco Ferreira e Antônio Félix Filho. Guaritá – Miguel Eugênio da Luz; Vicente Mariano dos Santos ou Vicente Mariano Ferreira; Joaquim Martins Pereira e João Garcia Duarte Júnior. Mendes – José Honório de Almeida; Marcelino Honório de Almeida; José Ribeiro Forte; Joaquim Ribeiro Forte; Antônio Honório de Almeida; Manoel Honório de Almeida; Honório José de Almeida; Antônio Ananias da Silva e João Alves Pimenta. Grama – Barão de Monte Santo; Joaquim Silvério de Figueiredo e Belchior. Pedra Branca – José da Cunha Ferreira Campos e Gabriel Bibiano Pinheiro.
Segundo consta por depoimentos orais recolhidos através dos tempos, Cândido de Souza Dias era de formação religiosa católica, ao cumprimento de graça alcançada, ele construiu a capela que teria como padroeiro o Santo Precursor, São João Batista. Erguia-se ela bem no centro onde hoje está situada a Igreja Matriz; levando avante sua intenção no dia 24 de Junho de 1.893, a imagem de São João Batista, acompanhada de solene e concorrida procissão foi levada de sua Fazenda Fortaleza até a recém-construída Capela, que à falta de marco mais preciso começamos a contar os anos de fundação do Povoado de São João da Fortaleza e a primeira Festa de São João. Certamente, antes da existência da capela, havia o remoto assentamento de um rancho de tropeiros e o piedoso costume cristão vindo de séculos, havia plantado aí a uns vinte ou trinta metros abaixo da Capela, um cruzeiro a cujos pés havia um amontoado de pedras, ali trazidas pelas promessas cumpridas nas graças alcançadas e sob elas os devotos daqueles tempos acendiam velas votivas, também cumprimento de outras promessas. Como a maioria das cidades brasileiras a povoação de São João da Fortaleza nascia aos pés da cruz.
A vinda do imigrante italiano David Longo e sua família, por volta de 1.893, para São João da Fortaleza resulta na construção do “Hotel dos Viajantes”, em 1.896. A importância de David Longo para a história de Arceburgo é tão relevante, que o Professor José Maria de Assis Pinheiro, publicou no antigo jornal local “O Pharol”, de propriedade de Manoel Severino de Mattos, de Fevereiro de 1.918 um artigo extenso, com o sugestivo título de “Nós”, do qual extraio uma parte, que comprova a grande participação de David Longo na fundação e no desenvolvimento de Arceburgo: “... Nós, que habitamos este pedacinho do Brazil e de Minas chamado Arceburgo, somos e constituímos um povo. Isto é claro, claríssimo como os dulçorosos raios do abençoado sol deste céo sem nuvens que nos cobre. Um povo, mas um povo em formação, composto de três elementos que caminham em perfeita harmonia em demanda do porvir: O nacional, o italiano e o syrio. Este povo creou esta villa, insuflou-lhe a alma, teceu-lhe a história, e prepara-lhe o futuro. Já muito fez o povo cuja iniciativa vigorosa floriu e fructifica e continuara a enflorescer e fructificar desde que o elemento official ampare o esvoaçar desta águia que desassombrada fita o Sol. Comparemos o passado com o presente e desta comparação deduzamos o futuro. Que era Arceburgo em 1.896? Um bosque, um cerrado, uma estrada de tropeiros, onde um homem corajoso e trabalhador, um homem de vista descortinada e viva intelligência erigiu seu lar. Este homem, que foi o “alpha” do nosso evoluir, e continúa trabalhando, amando, acariciando este torrão, berço de seus filhos, é o sr. David Longo, a quem rendo homenagens...”
Segundo os registros históricos do Professor José Cilli (1.900-1.991), os primeiros habitantes de São João da Fortaleza foram: Coronel Cândido de Souza Dias; David Longo; Manoel Conceição da Silva; Anicêto de Souza Caldas; Francisco Pereira Borges; José Lippi; Adolpho Lippi; Antônio Trindade e Pedro Radichi.
Verificando o Livro de Registro de Despachos, Provisões e Portarias da Diocese de São Paulo, em “Visitas Pastorais dos Anos de 1.888 a 1.897”, da Cúria Metropolitana da Arquidiocese de São Paulo, o então Bispo Diocesano, Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, em Provisão de 01 de Junho de 1.896, mandou passar “Provisão Qüinqüenal de Oratório para a Fazenda Fortaleza – situada no Bairro das Macahúbas, Distrito de Santa Bárbara das Canoas, distante duas léguas e meia da Igreja Matriz, a favor de Cândido Dias, freguês desta paróquia”.
O cemitério foi construído, em 1.898, pela Câmara Municipal de Muzambinho, Minas Gerais, por iniciativa do Farmacêutico Anicêto de Souza Caldas.
No Povoado de São João da Fortaleza, a escassez de mão-de-obra escrava foi um dos fatores que marcou a economia e o povoamento do local, pois incentivou a vinda de imigrantes para a região, especialmente italianos, conhecidos como grandes agricultores.
De acordo com Zuleika Alvim (2.004), as famílias de imigrantes se dirigiam ao Brasil pela possibilidade de modificação de suas condições financeiras. A atração de mão-de-obra para o país surgiu em virtude da atitude do governo imperial brasileiro, após a Abolição da Escravidão, de não permitir a falta de trabalhadores.
No Brasil, inicialmente se almejava criar núcleos coloniais de povoamento. Posteriormente começou a ser pensada a questão da imigração assalariada, pois a multiplicação dos cafezais, a partir de 1.870, demandava um número maior de mão-de-obra.
Muitas famílias italianas que vieram para o Brasil chegaram a partir do ano de 1.884 para trabalhar nas plantações de café. Essa evasão populacional européia, especialmente italiana, foi causada pela passagem tardia de países como a Itália e a Alemanha, do sistema de produção feudal para o capitalista. Desta forma, na medida em que este processo foi implantado, o excedente da mão-de-obra dos países que se industrializaram tardiamente, não pode ser absorvido.
Outros fatores, além dos motivos econômicos, como as perseguições religiosas, o desenvolvimento tecnológico, o crescimento demográfico e a expansão de companhias de navegação foram causas da imigração em larga escala para o Brasil, especialmente nas últimas décadas do século XIX. “Emigrar foi à solução ideal encontrada, uma vez que esse panorama geral harmonizava-se perfeitamente com as necessidades dos novos países – Estados Unidos, Argentina e Brasil –, que por motivos variados iniciaram um grande movimento de atração de imigrantes para suas terras.” (ALVIM, 2.004, p. 220).
A proximidade de São João da Fortaleza com o Estado de São Paulo produziu a extensão de características econômicas do território paulista para a região. Uma delas foi a grande produção de café no local, que durante muito tempo teve o produto como principal atividade econômica de São João da Fortaleza. Nos últimos anos do século XIX, a política imigratória foi definida claramente, pautada pela necessidade da substituição da mão-de-obra escrava nas fazendas de café, pelo trabalho dos imigrantes.
Para Zuleika Alvim (2.004), apesar do abandono de suas terras natais, os imigrantes não permitiam ingerências na sua maneira de viver, pois buscavam preservar sua cultura de origem. No interior de suas casas, os imigrantes viviam de forma que haviam aprendido com seus antepassados, sendo qualquer tentativa de intervenção neste mundo pelo poder público, visto com olhares de recriminação.
A manutenção da língua de origem, dos rituais religiosos, das comemorações típicas e da comida de origem eram algumas das peculiaridades apresentadas no cotidiano dos imigrantes, que buscavam manter sua identidade através da preservação da cultura, seja ela italiana, síria ou espanhola.
O cotidiano destes imigrantes era preenchido entre a ida ao trabalho na agricultura e a igreja. Um dos valores do mundo rural, que permaneceu inabalado foi o amor a terra, a base de suas existências e toda a ordenação delas estava direcionada para a manutenção de seu pedaço de terra.
Assim em 17 de Abril de 1.898, os imigrantes italianos: Aurelio Coli; David Longo; Costante Terni; Natale Terni; Adolpho Lippi; Giuseppe Lippi; Ernesto Rosada; Emílio Arrighi; Antônio Ferrero; Francesco Baisi; Sante Bianchi; Giovanni Donegá; Aureliano Longo; Gaetano Tessari e Marco Cilli fundaram a “Societá Italiana di Mutuo Soccorso Conte di Torino”, de São João da Fortaleza que tinha por finalidade prestar assistência social e lazer as famílias italianas. À Societá Italiana se deve a construção do primeiro nosocômio de Arceburgo, o “Hospitale di Beneficenza Conte di Torino”. A “Societá Italiana” funcionou até 30 de Dezembro de 1.934 e só foi liquidada de fato em 18 de Abril de 1.947, quando os sócios remanescentes: Romano Veneziani; Professor José Cilli; Baptista Bassani; José Guidorizzi; Guido Cilli; Ardílio Barbi; Isolino Barbi; João dos Santos (João De Santi); Florindo David; Paulo David; Guerino Romboli (Pirão); João Cilli; Artieri Vignoli; Antônio Romboli e Artibano Guidorizzi, reunidos extraordinariamente pela última vez, elegeram nessa mesma reunião como presidente Romano Veneziano e Secretário o Professor José Cilli e liquidaram com o patrimônio social existente, satisfazendo a dívidas contraídas com a venda do velho prédio da sede, que foi arrematado em leilão por Baptista Bassani e o que sobrou do montante, foi entregue pelos sócios remanescentes ao então pároco, Padre José Maria Luz, para que fosse fundada uma casa de caridade ou asilo, o que resultou no Asilo Paroquial “Francisco Lima de Souza Dias”, que foi construído no terreno doado por Hermano de Menezes Barretto e inaugurado em 01 de maio de 1.950.
Até o ano de 1.900, o Povoado de São João da Fortaleza, pertencia à vastíssima região que constituía o então Bispado de São Paulo. Em 04 de Agosto de 1.900, pela Bula Papal “Regio Latissime Patens”, do Papa Leão XIII, foi criada a Diocese de Pouso Alegre, desmembrada das então Dioceses de Mariana e São Paulo, e São João da Fortaleza passa a pertencer a Diocese de Pouso Alegre.
O terreno para a futura sede do Município foi destacado da Fazenda Fortaleza, doado pelo casal Cândido de Souza Dias e Dona Maria Juliana de Lima, oito alqueires (de 48.400 m² o alqueire), escritura particular em 08 de Agosto de 1.901 e a oficial em 11 de Dezembro de 1.906, no valor de 200$000 (duzentos mil - réis); nome do donatário: o Município de Monte Santo, representado pelo seu Agente-Executivo (Prefeito Municipal) Coronel Lucas Tobias de Magalhães. O Povoado que nascera, historicamente, naquele 24 de Junho de 1.893, sob a proteção de São João Batista, adquiria os foros oficiais: pelo Decreto Municipal Número 280, de 10 de Agosto de 1.901, a Câmara Municipal de Monte Santo elevou o Povoado de São João da Fortaleza a categoria de Distrito, graças ao empenho dos dois vereadores ditos “especiais”, da Câmara Municipal de Monte Santo, que foram os primeiros representantes do Povoado de São João da Fortaleza, que eram o Coronel Cândido de Souza Dias e o Major João Baptista Gonçalves.
Pela Provisão Episcopal de 02 de Abril de 1.905, do então Bispo Diocesano de Pouso Alegre, Dom João Baptista Corrêa Nery, o Povoado de São João da Fortaleza foi elevada eclesiasticamente a categoria de Paróquia de São João Batista da Fortaleza, desmembrada da Paróquia de São Francisco de Paula de Monte Santo, subordinada à Comarca Eclesiástica de Muzambinho e Diocese de Pouso Alegre (foi pela Bula Papal “Universalis Ecclesiae Procuratio”, do Papa Bento XV, datada de 03 de Fevereiro de 1.916, que foi criada a Diocese de Guaxupé, desmembrada da Diocese de Pouso Alegre, e a Paróquia de São João Batista de Arceburgo passou a pertencer a Diocese de Guaxupé), sendo nomeado como primeiro Pároco o Padre Joaquim Pinto Fraissat.
Pelo Decreto Estadual Número 2.026 de 01 de Maio de 1.907, assinado pelo então Presidente do Estado (Governador) Doutor João Pinheiro da Silva, foi determinada a data de 14 de Julho de 1.907, para a instalação do Distrito de Paz de São João da Fortaleza, fato que ocorreu com o brilhantismo próprio daqueles tempos. A partir daí, São João da Fortaleza pode contar com um Juiz de Paz e seu Suplente sendo eleitos os senhores: Coronel Cândido de Souza Dias e o Major Vergínio Dantas Guimarães, respectivamente e foi nomeado como Escrivão de Paz, Oficial do Registro Civil das Pessoas Naturais e Tabelião de Notas, o Senhor Francisco Pereira Borges. Posteriormente, São João da Fortaleza, teve instalada a sua primeira “Escola Mista”, mantida pelo Governo do Estado, sendo nomeada como Primeira Professora Pública da Cadeira Mista, Dona Albertina Mac-Yntyer Branco Ribeiro, por portaria do Governo do Estado, datada de 29 de Julho de 1.908, assinada pelo então Governador do Estado de Minas Gerais, Doutor João Pinheiro da Silva.
A povoação continuou crescendo; e por força da Lei Estadual Número 556, item XXXIX do Artigo 7º, de 30 de Agosto de 1.911, assinada pelo então Governador do Estado, Doutor Júlio Bueno Brandão, foi elevado o Distrito de São João da Fortaleza a categoria de Município com o nome de “Villa Arceburgo”, sendo o seu território desmembrado do Município de Monte Santo, mas a cuja comarca continua a pertencer, quanto ao Judiciário.
O nome Arceburgo, substituiu o de São João da Fortaleza, na época foi justificado que a troca tinha por finalidade evitar confusão com o nome de outra “Villa”, chamada Fortaleza, criada na mesma época e situada no extremo oposto do Estado de Minas Gerais, na região de Salinas.
Composto pelos radicais latinos: Arce, que significa “grandeza, posição superior, primazia”; e Burgo, que quer dizer “fortaleza, cidade”, a junção ficou sendo “Grande Cidade da Fortaleza”, uma alusão ao nome Fortaleza. O nome Arceburgo, foi idealizado pelo historiador e político Doutor Nelson Coelho de Senna, a pedido de seu colega na bancada legislativa, o então Deputado Estadual Doutor Waldomiro de Barros Magalhães, que juntamente com o Coronel Cândido de Souza Dias e o Major João Baptista Gonçalves foram às pessoas que mais trabalharam para a elevação do Distrito a categoria de Município.
O primeiro Governo do Município foi instalado em 24 de Maio de 1.912, foram seus primeiros vereadores: Antônio Joaquim de Andrade, Pedro Ferreira de Oliveira, José Ferreira de Araújo Arantes, Francisco Lima de Souza Dias, Arthur Garcia de Figueiredo, José Lima de Figueiredo e Januário Rossetti, todos agricultores. As primeiras sessões da Câmara Municipal, ditas preparatórias foram realizadas em 24, 30, 31 de Maio e 01 de Junho daquele ano, sob a presidência do vereador mais idoso, Pedro Ferreira de Oliveira, que consideramos como o primeiro Presidente da Câmara Municipal e o primeiro Agente-Executivo (assim chamado o Prefeito Municipal naqueles tempos). A 01 de Junho de 1.912, era empossado como Presidente da Câmara e Agente-Executivo, o Major Francisco Lima de Souza Dias, eleito pelos vereadores, conforme determinava a legislação da época.
Pela Lei Estadual Número 843, de 07 de Setembro de 1.923, o Município de Arceburgo adquiriu parte do Distrito da Sede do Município de Guaranésia. Também, de acordo com o texto da citada Lei 843, o Município se constitui de apenas um distrito: Arceburgo.
Pelo Decreto-Lei Estadual Número 148, de 17 de Dezembro de 1.938, que fixou o quadro territorial para vigorar no qüinqüênio 1.939 – 1.943, o Município adquiriu, para o Distrito de Arceburgo, parte do território do Distrito da Sede do Município de Monte Santo.
O Município de Arceburgo, não alterou sua composição distrital, isto é, conserva o Município com apenas um Distrito, o da sede.
Ressaltando, duas forças atuantes e com características próprias contribuíram para o desenvolvimento de Arceburgo.
A primeira contou com o fundador da cidade e seus descendentes, abastados fazendeiros. Estes, ao lado de outros, que a seguir se instalaram em Arceburgo, viveram o momento de grande expansão da cafeicultura e da lavoura na região.
A segunda se refere ao resultado do esforço da comunidade constituída principalmente dos imigrantes italianos e espanhóis, que vieram para trabalhar na lavoura do café, e os imigrantes sírios-libaneses, que se dedicaram ao comércio.
Os governantes municipais que se sucederam na vida política do Município, deram cada um preciosa parcela de suas vidas na missão patriótica que lhes fora exigida do alto encargo a eles confiado pelo povo.

Escrito por: Sander Rogério Ribeiro Pereira

Ilustre Historiador de Arceburgo/MG.



 


 

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